SINTRAS - TO

Bolsonaro aciona STF contra compensação a profissionais de saúde incapacitados pela Covid-19

06/09/2021 06/09/2021 18:02 308 visualizações
Presidente vetou projeto no ano passado, mas o veto foi derrubado pelo Congresso. A norma prevê que União compense familiares de profissionais de saúde que faleceram por causa da pandemia.

O desprezo do presidente Jair Bolsonaro aos trabalhadores da saúde ficou evidente mais uma vez. Na segunda-feira, 23, o presidente entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal – STF contra a Lei 14.128/21 que determina a indenização a profissionais de saúde incapacitados pela Covid-19. A ação, apresentada pela Advocacia-Geral da União – AGU, pede a suspensão da lei, alegando que ela trouxe insegurança jurídica e criou despesas sem estimativa de custos.

O projeto de lei – de autoria dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) – tinha sido vetado integralmente pelo chefe do Executivo, “por contrariedade ao interesse público e inconstitucionalidade”. Mas o veto foi derrubado pelo Congresso, e o presidente da República tenta agora derrubar na Corte Suprema a lei que foi obrigado a promulgar.

A lei prevê o pagamento de uma prestação única de R$ 50 mil ao profissional de saúde incapacitado permanentemente. No caso de óbito, o valor é direcionado ao cônjuge, companheiro ou outros dependentes. Também será pago um valor aos dependentes deixados pelo trabalhador, se forem menores de 21 anos.

A ação apresentada ao STF é assinada pelo titular da AGU, Bruno Bianco. Nela, o governo alega que há “uma quantidade crescente de ações judiciais propostas por profissionais de saúde ou seus herdeiros” solicitando a indenização prevista na lei.

“O efeito multiplicador dessas demandas tem potencial de gerar um vultoso passivo judicial contra a União, que certamente obstaculizará o cumprimento das metas fiscais dos próximos anos, consequências cujo apelo prático já caracterizam suficientemente o perigo com a demora na prestação jurisdicional”, escreve Bianco.

Caso o pedido de suspensão da lei como um todo não seja aceito, a AGU propôs duas alternativas: que as indenizações só sejam pagas “conforme a disponibilidade orçamentária” ou que os pagamentos fiquem condicionados ao “ao cumprimento dos requisitos orçamentários e financeiros” estabelecidos pela Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO de 2021 e pela Emenda Constitucional resultante da chamada PEC Emergencial.

A ação ajuizada pelo presidente Jair Bolsonaro tem pedido de liminar, que deverá ser analisado pela relatora da ação, ministra Carmén Lúcia.

Fonte: Texto da CNTS com o Globo e Jota Info

Sintras cobra solução imediata para precariedade dos atendimentos do Plansaúde no Tocantins

Sindicato denuncia prejuízos aos servidores e dependentes e reforça que descontos continuam sendo feitos em folha, m...


Presidente do Sintras se reúne com prefeito de Augustinópolis para tratar do PCCR da Saúde

Encontro reforça articulação do sindicato para implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos servidores...


Sintras participa de reunião sobre a definição da data-base e mudança no calendário de revisão salarial dos servidores de Palmas

Dialogando com a gestão municipal, sindicato destaca a importância da reposição inflacionária e do compromisso com a...


Servidores da Saúde têm até 31 de dezembro para realizar a Avaliação Periódica de Desempenho

Procedimento é obrigatório para os profissionais efetivos da Secretaria de Estado da Saúde e deve ser feita pelo sis...