SINTRAS - TO

Fiocruz apresenta resultado de pesquisa em live da CNTS e CNTSS

02/03/2022 02/03/2022 14:11 323 visualizações
Os resultados da pesquisa “Os trabalhadores invisíveis da Saúde: condições de trabalho e saúde mental no contexto da Covid-19 no Brasil”, que teve apoio das duas Confederações, foram apresentados pela pesquisadora Maria Helena Machado, na live realizada na quinta-feira, 24

A pesquisadora da Fiocruz Maria Helena Machado apresentou nesta quinta-feira, 24, o resultado da pesquisa “Os trabalhadores invisíveis da Saúde: condições de trabalho e saúde mental no contexto da Covid-19 no Brasil”, em uma live conjunta da CNTS e da CNTSS.

A pesquisa, que teve o apoio das duas Confederações, revela a vulnerabilidade de 2 milhões de trabalhadores da linha de frente, que vivem com vínculos precários; salários insuficientes, que exige complemento de renda com bicos; estrutura e infraestrutura de trabalho precárias, inadequadas e impróprias; falta e/ou escassez de Equipamento de Proteção Individual (EPIs); desproteção no trabalho. Em síntese, vivem em um estágio de pré-cidadania profissional.

O estudo, que contou com a participação de 21.480 trabalhadores de 2.395 municípios de todas as regiões do país, ainda revelou 49,3% sofrem por excesso de trabalho em razão de cobrir a falta dos colegas que adoeceram ou morreram por Covid-19.

Falta de treinamento e proteção – Outro dado destacado no estudo diz respeito a falta de proteção e treinamento destes profissionais durante a pandemia. Um terço dos entrevistados, 31,6%, denunciam que o estabelecimento/empresa os quais estão vinculados não fornecem material de proteção na quantidade necessária e 10% afirmam que oferecem raramente. E 54,4% não receberam qualquer treinamento ou buscaram algum conhecimento via vídeos na internet ou com os colegas em uma conversa. Além disso, 41% dos profissionais contraíram Covid-19, sendo que boa parte realizou o teste na instituição que trabalha ou por conta própria.

A pesquisa da Fiocruz ainda aponta que 52,9% dos trabalhadores “invisíveis” da saúde não se sentem protegidos para atuar na pandemia e 29,7% têm medo generalizado de se contaminar. A falta, escassez e inadequação do uso de equipamentos individuais de proteção foram relatados por 36,6%.

Desgaste e violência – O estudo também evidencia a situação de desgaste profissional relacionado ao estresse psicológico, à sensação de ansiedade e ao esgotamento mental. Por exemplo, 43,3% enfrentam problemas como alterações no sono, cansaço extremo, alteração de apetite e aumento de consumo de medicações; 19,2% evidenciam dificuldade de concentração; e 14,4% manifestam sensação negativa do futuro/Pensamento suicida.

A violência e a discriminação social estão presentes na vida cotidiana desses trabalhadores, 35,5% admitiram sofrer violência ou discriminação durante a pandemia. Entre as agressões, 36,2% ocorram no ambiente de trabalho, 32,4% na vizinhança e 31,5% no trajeto casa-trabalho-casa.

“Eu chorei muito durante a realização desta pesquisa. Chorei de tristeza e de amargura ao ver a situação dos trabalhadores da saúde. Muitas relataram que eles são invisíveis: ninguém nos ver”, relata Maria Helena Machado.

Para o presidente da CNTS, Valdirlei Castagna, os gestores da saúde, os parlamentares e o setor empresarial precisam proteger os profissionais da saúde e garantir a aprovação das reivindicações históricas da categoria. “É preciso mais sensibilidade do setor empresarial e dos gestores com as reivindicações históricas da categoria. Com a pandemia, obviamente, os trabalhadores da saúde ganharam mais visibilidade e reconhecimento da população, mas isto tem que se traduzir em atos concretos e objetivos. Esperamos que a os responsáveis por melhorar o SUS, que têm uma dívida com os profissionais da saúde, reconheçam a importância destes profissionais e encontrem uma solução para mudar esta triste realidade”, cobra.

O presidente da CNTSS, Benedito Augusto, reforçou a importância da pesquisa para a sociedade e a relação de trabalho. “Quando há aproximação da pesquisa científica com o modus operandi da vida social que nós levamos, de fato, se começa a construir uma sociedade democrática. Com isso, se começa a humanizar o que entendemos por mundo do trabalho ideal”.

Encaminhamentos – Entre os encaminhamentos discutidos na live estão a realização de um seminário nacional para apresentar os resultados da pesquisa às entidades de classe e aos conselhos regionais. E neste seminário será discutido propostas nacional, estaduais e municipais que serão apresentados às autoridades.

Imagem, fonte e texto: CNTS

Sintras cobra solução imediata para precariedade dos atendimentos do Plansaúde no Tocantins

Sindicato denuncia prejuízos aos servidores e dependentes e reforça que descontos continuam sendo feitos em folha, m...


Presidente do Sintras se reúne com prefeito de Augustinópolis para tratar do PCCR da Saúde

Encontro reforça articulação do sindicato para implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos servidores...


Sintras participa de reunião sobre a definição da data-base e mudança no calendário de revisão salarial dos servidores de Palmas

Dialogando com a gestão municipal, sindicato destaca a importância da reposição inflacionária e do compromisso com a...


Servidores da Saúde têm até 31 de dezembro para realizar a Avaliação Periódica de Desempenho

Procedimento é obrigatório para os profissionais efetivos da Secretaria de Estado da Saúde e deve ser feita pelo sis...